Porto Alegre, 8 de julho de 2026 – O mercado brasileiro de soja deve ter mais um dia de poucos negócios, em virtude do desempenho dos principais formadores de preços. A Bolsa de Mercadorias de Chicago até sobe por causa da demanda chinesa e do calor intenso nos Estados Unidos, mas os ganhos ainda são modestos. Já o dólar abriu com volatilidade frente ao real, sem tendência definida, operando próximo de R$ 5,15, o que também não estimula a comercialização.
Na terça-feira, o mercado brasileiro de soja encerrou sem registros de movimentos mais agressivos. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, lembra que a sessão anterior foi marcada por grandes volumes negociados, principalmente em Goiás, Minas Gerais e nos portos, enquanto o dia de ontem teve ritmo mais moderado.
Segundo Silveira, o mercado operou sem grandes oscilações em Chicago ou no dólar, o que contribuiu para uma sessão mais calma. Os prêmios, no entanto, permaneceram firmes.
“O relatório do USDA na sexta-feira fez com que os players evitassem se expor muito hoje”, destaca o analista. Em resumo, o dia foi de poucas negociações, mas com as cotações mantendo firmeza.
No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 134,00 para R$ 135,00, enquanto em Santa Rosa (RS) foi de R$ 135,00 para R$ 136,00. Em Cascavel (PR), as cotações saíram de R$ 128,00 para R$ 129,50. Já em Rondonópolis (MT), os preços mudaram de R$ 120,00 para R$ 121,00, enquanto em Dourados (MS) subiram de R$ 120,00 para R$ 120,50. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 122,00.
Nos portos, Paranaguá (PR) passou de R$ 139,00 para R$ 140,50 por saca. Em Rio Grande (RS), as referências passaram de R$ 140,00 para R$ 141,00.
CHICAGO
* A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com ganhos moderados. A posição novembro/26 do grão sobe 0,22%, cotada a U$ 12,00 1/2 por bushel.
* O mercado encontra suporte nas previsões de calor intenso para o cinturão produtor do Meio-Oeste dos Estados Unidos nas próximas semanas, período decisivo para o desenvolvimento das lavouras, e nas expectativas de retomada da demanda chinesa.
* A valorização do petróleo também reforça a sustentação das cotações, após a escalada das tensões no Oriente Médio elevar a aversão ao risco nos mercados globais. Após novos ataques registrados durante a madrugada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o cessar-fogo com o Irã havia terminado.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra baixa de 0,07%, a R$ 5,1498. O Dollar Index registra avanço de 0,12%, a 101,147 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas da Ásia fecharam em queda. China, -0,49%. Japão, -2,11%.
* As bolsas na Europa operam em queda. Paris, -1,73%. Frankfurt, -1,91%. Londres, -1,03%.
* O petróleo opera em forte alta. Setembro do WTI em NY: US$ 73,39 o barril (+4,18%).
AGENDA
—–Quarta-feira (08/07)
14:30 – Fluxo cambial referente à semana anterior.
11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.
15:00 – EUA: Divulgação da ata da reunião do Fomc e das projeções econômicas.
22:30 – China: Índice de Preços ao Produtor (PPI, junho).
22:30 – China: Índice de Preços ao Consumidor (CPI, junho).
—–Quinta-feira (09/07)
08:30 – Zona do Euro: Ata das últimas discussões de política monetária do BCE.
09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.
15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
—–Sexta-feira (10/07)
03:00 – Alemanha: Índice de Preços ao Consumidor (CPI, junho).
09:00 – IPCA e INPC de junho/IBGE.
13:00 – Relatório de junho de oferta e demanda mundial e dos EUA de grãos (Wasde)/USDA.
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
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