São Paulo, 8 de julho de 2026 – O mercado financeiro global opera com maior aversão ao risco nesta quarta, em meio às renovadas tensões no Oriente Médio. Após a retomada dos ataques pelas duas partes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo com o Irã acabou. Petróleo, dólar e juros sobem, enquanto as bolsas caem. O mercado doméstico deve seguir a tendência externa.
Trump disse mais cedo acreditar que o memorando de entendimento firmado com o Irã “acabou”, após a série de ataques registrados na região. Foi a indicação mais clara até agora de que o acordo firmado pelo presidente americano com Teerã praticamente entrou em colapso.
As declarações ocorreram após a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmar ter lançado ataques contra alvos militares dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait, em resposta aos bombardeios americanos contra o território iraniano.
O mercado ainda deve digerir, na parte da tarde, a ata da mais recente reunião do Federal Reserve (Fed), a primeira sob o comando do novo chairman, Kevin Warsh. Antes, às 10h, o Fundo Monetário Internacional (FMI) vai divulgar as novas projeções sobre o desempenho da economia global.
No Brasil, em dia de agenda doméstica vazia, a fim de mitigar os efeitos das variações do petróleo sobre o combustível doméstico, o CNPE se reunirá e discutirá a elevação do percentual de etanol na gasolina, de 30% para 32%. “Estimamos pouco efeito relevante sobre o preço da gasolina, ao passo que ainda estamos falando de um preço doméstico do combustível que enseja elevações quando comparado ao internacional, da ordem de cerca de R$ 0,50”, projeta a Ativa Investimentos, em relatório matinal.
Dylan Della Pasqua / Safras News
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