Porto Alegre, 3 de julho de 2026 – A queda das cotações do algodão na Bolsa de Nova York e a demanda interna mais fraca reduziram a liquidez do mercado brasileiro ao longo de junho. O comprador adotou uma postura cautelosa, trabalhando da mão para boca, enquanto as negociações com os produtores perderam ritmo. Nesta última semana, porém, a melhora da demanda trouxe maior movimentação ao mercado e sustentou uma recuperação dos preços, informou a Safras Consultoria.
Na quinta-feira (2), o algodão posto na indústria em São Paulo foi cotado em torno de R$ 4,12 por libra-peso, alta de 0,73% em relação à semana anterior, quando trocava de mãos a R$ 4,09/libra-peso. Apesar da reação, o preço ainda acumula queda de 3,29% frente ao mesmo período de junho, quando era negociado a R$ 4,26/libra-peso.
Já em Rondonópolis, no Mato Grosso, a pluma esteve negociada a R$ 130,06 por arroba (equivalente a R$ 3,93/libra-peso), com avanço semanal de R$ 1,00/arroba, mas retração de R$ 3,63/arroba no acumulado do mês.
Intenção de plantio dos EUA – USDA
A área total plantada com algodão nos Estados Unidos em 2026 deverá ocupar 9,850 milhões de acres. A previsão é do relatório de área plantada do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta terça-feira (30). O número representa uma alta de 6% na comparação com 2025, quando foram cultivados 9,282 milhões de acres.
Analistas consultados por agências internacionais apontavam área de 9,4 a 9,9 milhões de acres, com média de 9,636 milhões de acres.
Contando apenas o algodão upland, a área deve chegar a 9,7 milhões de acres, alta de 6% frente a 2025, quando somou 9,141 milhões. A área do algodão pima também deve registrar alta, atingindo 150 mil acres – em 2025 foram 141,5 mil acres.
Sara Lane – sara.silva@safras.com.br (Safras News)
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