Porto Alegre, 26 de junho de 2026 – O mercado brasileiro de milho deve encerrar a semana com negociações travadas. Os consumidores seguem com postura cautelosa, mantendo o ritmo de comercialização lento. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago opera em baixa e o dólar cai frente ao real.
O mercado brasileiro de milho apresentou um ritmo de negociações mais lento nesta quinta-feira. Observou-se uma postura praticamente inalterada por parte dos consumidores, que seguiram buscando apenas lotes pontuais, sinalizando um bom nível de abastecimento e aguardando o avanço da colheita da safrinha em diversas regiões do país.
As chuvas recentes têm prejudicado o ritmo dos trabalhos no campo em algumas localidades. Ainda assim, a expectativa é de que a colheita ganhe força em breve.
Por outro lado, os produtores mostraram-se mais retraídos na fixação de oferta, visando sustentação de preços.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 65,00/67,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 65,00/67,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 57,00/59,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 55,00/60,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 63,50/65,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 66,50/68,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 57,00/59,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 53,00/56,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 47,00/51,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos de milho com vencimento em dezembro operam cotados a US$ 4,42 1/2 por bushel, baixa de 0,50 centavo de dólar, ou 0,11%, em relação ao fechamento anterior.
* O cereal opera sem direção definida. De um lado, o mercado é pressionado pela queda do petróleo, que reduz a atratividade da produção de biocombustíveis e pesa sobre as cotações. Em contrapartida, as previsões de calor intenso nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos limitam as perdas. O Serviço Nacional de Meteorologia norte-americano prevê temperaturas próximas de 38C neste fim de semana, com calor acima da média persistindo entre as Planícies e a Costa Atlântica até o dia 4 de julho, elevando as preocupações com possíveis impactos sobre a produtividade das lavouras.
* Ontem (25), os contratos de milho com entrega em setembro/26 fecharam a US$ 4,24 1/4, com alta de 8,50 centavos, ou 2,04%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro/26 fechou a sessão a US$ 4,43 por bushel, avanço de 8,25 centavos ou 1,89% em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra baixa de 0,11%, a R$ 5,1744. O Dollar Index registra recuo de 0,17%, a 101.26 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas na Europa operam com índices fracos. Paris, -0,67%. Frankfurt, -1,25%. Londres, -0,76%.
* As principais bolsas da Ásia operaram baixas. Xangai, -2,26%. Japão, -4,15%.
* O petróleo opera com baixa. Agosto do WTI em NY: US$ 69,80 o barril (-2,94%).
AGENDA
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
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