Porto Alegre, 25 de junho de 2026 – O Banco Central (BC) elevou de 1,6% para 2% a previsão de alta do PIB em 2026, na edição de junho do Relatório de Política Monetária (RPM). “Esse crescimento seria o menor dos últimos anos”, destaca o BC.
Segundo o documento, o PIB cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026. Esse crescimento foi maior que o do último trimestre de 2025, quando o PIB aumentou 0,3%.
“Essa aceleração da economia brasileira ocorreu na agropecuária, na indústria, no consumo das famílias e no investimento”, aponta o relatório. “O mercado de trabalho continuou aquecido, com desemprego no menor nível histórico e aumento dos salários”, completa o relatório de junho.
No horizonte relevante para a política monetária, quarto trimestre de 2027, a projeção de inflação é 3,7%. Segundo o documento, os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, permanecem mais elevados que o usual, com assimetria altista.
Conforme o documento, as expectativas de inflação desancoradas por mais tempo; inflação de serviços mais resiliente em função da atividade econômica aquecida; políticas econômicas, externas ou internas, com impacto inflacionário; e estímulos ao aumento do consumo podem dificultar o controle da inflação.
“Por outro lado, uma redução mais forte do crescimento econômico doméstico; incertezas no cenário global que podem desacelerar a atividade econômica; e uma redução no preço das commodities poderiam ajudar a reduzir a inflação no Brasil”, completa o relatório.
A inflação acumulada em doze meses aumentou de 3,8% em fevereiro para 4,7% em maio. Esse aumento foi maior do que era esperado três meses atrás, destaca o BC.
“Esse aumento da inflação foi disseminado, mas veio principalmente dos preços de alimentos e da gasolina”, aponta. As expectativas dos analistas econômicos para a inflação de 2026 subiram bastante, de 4,1% para 5,3%, e as dos próximos dois anos se afastaram ainda mais da meta de 3%.
Dylan Della Pasqua / Safras News
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