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Vendas no varejo recuam 1,5% em abril ante março; previsão era de +2%

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Porto Alegre, 16 de junho de 2026 – O volume de vendas do comércio varejista do país recuou 1,5% em abril frente a março, na série livre de influências sazonais, pressionado pela atividade de Combustíveis e lubrificantes. O mercado esperava queda de 0,7%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o varejo registrou alta de 1,0%. O mercado apostava em alta de 2%. No ano, o setor acumula alta de 2,0% e, nos últimos 12 meses, de 1,5%.

 

A evolução da média móvel trimestral para o varejo no trimestre encerrado em abril ficou estável (0,0%) após avanço de 0,7% no trimestre encerrado em março. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira (16) pelo IBGE.

 

Em março, o setor havia registrado alta de 0,7%. O gerente da PMC, Cristiano Santos, destaca que as vendas do varejo apresentaram queda após meses de resultados positivos.

 

“Os três primeiros meses, na margem, tiveram um crescimento significativo, a ponto de elevar o patamar do comércio para o nível histórico recorde. Assim, há um efeito de base, quando uma variação positiva a mais é de menor suscetibilidade”, afirma.

 

Houve recuo das vendas em seis das oito atividades pesquisadas: Combustíveis e lubrificantes (-6,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,5%), Móveis e eletrodomésticos (-0,8%), Tecidos, vestuário e calçados (-0,1%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,1%).

 

No campo positivo, destacaram-se Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,3%), que apresenta o maior peso para o índice, e Livros, jornais, revistas e papelaria (1,1%).

 

“Houve um rebatimento geral no indicador. O que estava puxando o índice pra cima nos meses anteriores foi o que justamente caiu em abril. O ponto é que, se antes um consumo mais intensivo em bens não essenciais vinha sustentando a alta, agora essas mesmas atividades devolveram o crescimento”, ressalta Santos.

 

As informações são do IBGE.

 

Rodrigo Ramos / Safras News

 

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