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RADAR DO DIA: Conversas avançam no Oriente Médio; inflação sobe na Eurozona e EUA ameaçam taxas importações brasileiras

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São Paulo, 2 de junho de 2026 – O mercado financeiro global iniciou a terça-feira em clima de menor aversão ao risco, o que deve se estender aos ativos domésticos. O conflito no Oriente Médio continua no foco das atenções e o sentimento é de que as conversas entre Irã e Estados Unidos tendem a evoluir. Atenção para os indicadores a serem divulgados, principalmente o relatório Jolts, sobre o mercado de trabalho americano.

 

No Brasil, a possibilidade do governo americano anunciar uma tarifas de 25% sobre as importações brasileiras coloca mais dúvidas sobre o desempenho econômico e também sobre a movimentação eleitoral. A decisão, se aprovada, se soma à resolução de considerar PCC e CV facções criminosas.

 

O governo do Líbano anunciou na segunda-feira um cessar-fogo parcial entre Israel e o Hezbollah, em uma tentativa de reduzir as tensões de um conflito que já provocou milhares de mortes e se tornou um dos principais obstáculos às negociações para encerrar a guerra entre Estados Unidos e Irã.

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi o primeiro a anunciar o entendimento e afirmou que o Hezbollah, por meio de intermediários, comprometeu-se a não atacar Israel. Trump também declarou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, concordou em retirar tropas que estariam se preparando para avançar sobre Beirute.

 

O índice harmonizado de preços ao consumidor (HICP, da sigla em inglês) dos países que compõem a zona do euro subiu 3,2% em maio na comparação com o mesmo período de 2025, acima dos 3,0% registrados em abril, segundo dados preliminares divulgados pela agência de estatísticas Eurostat. A alta na inflação abre as portas para o BCE anunciar uma elevação nos juros da região na semana que vem.

 

O USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) propôs, em documento divulgado no final da noite desta segunda-feira (1), a imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil, exceto para mercadorias que se enquadram como “sujeitas às tarifas de segurança nacional”. As informações são da CNN.

 

O órgão afirma ter determinado que as políticas do governo brasileiro sobre comércio digital, certas tarifas e desmatamento ilegal são passíveis de ação judicial nos termos da chamada Seção 301 da Lei – ferramenta de política comercial que permite aos americanos investigar e retaliar outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas. Nesse grupo, carne bovina, café certas frutas e nozes, especiarias, petróleo e minérios metálicos estariam isentos de tarifas punitivas.

 

Dylan Della Pasqua / Safras News

 

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