A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com baixa nos preços. O cereal foi pressionado por uma expectativa de uma ampla oferta global do produto. A perspectiva do mercado é de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponte, no relatório de oferta e demanda de abril, um aumento nos estoques de passagem tanto no país quanto no mundo para a temporada 2025/26. Os dados oficiais serão divulgados na quinta-feira (9), às 13h.
O início do plantio da nova safra estadunidense complementou o cenário positivo. Por outro lado, os ganhos do petróleo em Nova York e a desvalorização do dólar frente a outras moedas correntes limitaram a queda no pregão.
Na segunda-feira (6), o USDA informou que o plantio de milho alcançou 3% da área projetada no país. No mesmo período do ano passado, o índice era de 2%, em linha com a média dos últimos cinco anos, também de 2%.
Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que os estoques americanos em 2025/26 deverão ficar em 2,143 bilhões de bushels, contra 2,127 bilhões de bushels previstos em março.
Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial de milho, o mercado aposta em estoques finais 2025/26 de 293,2 milhões de toneladas. Em março, o número ficou em 292,8 milhões de toneladas.
Os contratos de milho com entrega em maio fecharam a US$ 4,49, com recuo de 5,00 centavos, ou 1,10% em relação ao fechamento anterior. A posição julho fechou a sessão a US$ 4,60 por bushel, baixa de 5,25 centavos ou 1,12% em relação ao fechamento anterior.
Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Safras News)
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