São Paulo, 6 de abril de 2026 – As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus elevaram de 4,31% para 4,36% a previsão para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. A meta para a inflação no período é de 3,00%.
A previsão de inflação nos preços administrados – que são controlados por contrato ou pelo poder público – ficou estável em 4,27%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu de 3,46% para 3,73%.
Para 2027, as instituições financeiras elevaram de 3,84% para 3,85% a previsão para a inflação medida pelo IPCA. A meta para a inflação no período é de 3,00%.
A previsão de inflação nos preços administrados em 2027 aumentou de 3,77% para 3,79%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo IGP-M manteve-se em 4,00%.
As instituições mantiveram em 1,85% a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A projeção para 2027 ficou estável em 1,80%.
O BC estima que a economia brasileira crescerá 1,6% em 2026, segundo a edição mais recente do Relatório de Política Monetária (RPM), publicada em março.
A pesquisa Focus manteve em 12,50% a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026. Atualmente, ela está em 14,75%, o que significa que o mercado espera um corte de 2,25 ponto porcentual (pp) até o final do ano. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2026 estava em 12,13%.
Para 2027, a estimativa para a taxa Selic manteve-se em 10,50%.
A projeção para a taxa de câmbio em 2026 ficou estável em R$ 5,40 por dólar, enquanto a estimativa para 2026 manteve-se em R$ 5,45 por dólar. Há quatro semanas atrás, a previsão para 2026 era de R$ 5,41, enquanto a previsão para 2026 estava em R$ 5,50.
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