São Paulo, 1 de abril de 2026 – Nesta quarta-feira, os investidores seguem avaliando as negociações entre Estados Unidos e o Irã para o encerramento do conflito no Oriente Médio, o que vem trazendo otimismo aos mercados aqui e no exterior. Um pronunciamento do presidente dos EUA, marcado para às 22h, promete uma importante atualização sobre a ofensiva militar.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país pode deixar o Irã em duas ou três semanas, sem impor exigências sobre o Estreito de Ormuz.
O clima de alívio levou o petróleo a recuar para abaixo de US$ 100 por barril e as bolsas fecharam em alta na terça-feira.
Aqui, mais de 80% dos estados brasileiros indicaram adesão à proposta de subsídio ao diesel importado apresentada pelo Ministério da Fazenda, informou a pasta em nota conjunta divulgada com o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).
A medida busca conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio. A proporção de 80% das 27 unidades da Federação significa que 22 ou 23 aceitaram a proposta do governo.
Oficialmente, a Fazenda não divulga as unidades da Federação que não aderiram. A assessoria da pasta informou que não pode repassar as informações porque as conversas ainda não foram concluídas
Mudanças no governo
Hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agendas em Fortaleza (CE). Ele concede entrevista à TV Cidade do Ceará e participa de inauguração das obras do campus do ITA Ceará e de celebração dos 2 anos do Programa Pé-de-Meia. Às 15h, viaja para Salvador (BA), no aeroporto internacional de Fortaleza, com chegada prevista às 16h20.
Ontem (31/3), ele realizou a primeira reunião ministerial de 2026 em clima de despedida aos que vão deixar os cargos e de boas-vindas aos novos integrantes do governo. No mesmo evento, Lula confirmou que Alckmin será candidato a vice-presidente da República outra vez. De acordo com o presidente, dos 37 ministros do governo, pelo menos 18 deixarão o cargo para disputar cargo eletivo em outubro.
Uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU), publicada horas depois da reunião ministerial, trouxe oito exonerações e nomeações do primeiro escalão da Esplanada dos Ministérios.
De acordo com a legislação eleitoral, ocupantes de cargos como ministros de Estado, governadores e prefeitos, que pretendem se eleger para outros cargos, têm que se afastar da função no prazo máximo de até seis meses antes da data da eleições. Este prazo, portanto, vence no próximo dia 4 de abril. O 1º turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro. A regra também vale para magistrados, secretários estaduais, membros do Tribunal de Contas da União (TCU), dos Estados (TCEs) e do Distrito Federal (TCDF). A norma também se aplica a dirigentes de empresas, entidades e fundações públicas em geral.
Na maior parte dos casos, os ministros que saem terão suas vagas ocupadas pelos respectivos secretários-executivos, que são justamente os cargos imediatamente inferiores na hierarquia das pastas. No caso do Ministério da Agricultura, o ministro Carlos Fávaro, que deve tentar a reeleição para senador da República, no Mato Grosso, deu lugar a André de Paula, até então ministro da Pesca e Aquicultura. No lugar de André de Paula, assume a secretária-executiva da pasta, Rivetla Edipo Cruz.
Outro afastamento, também em cumprimento à legislação eleitoral, já havia ocorrido há pouco mais de uma semana. Foi a saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda, substituído por Dario Durigan, o então secretário-executivo. Haddad vai disputar o cargo de governador do estado de São Paulo.
Outras mudanças já estão anunciadas, embora ainda sem definição oficial de substitutos. São os casos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), ocupado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, mas que sairá para concorrer à reeleição na chapa de Lula; e da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência, com a iminente saída de Gleisi Hoffmann, que disputará uma vaga ao Senado pelo estado do Paraná. Em nenhuma das duas pastas, os substitutos foram confirmados.
Na Casa Civil, Rui Costa deve deixar o cargo oficialmente na próxima quinta-feira (2). Ele disputará uma das vagas ao Senado pela Bahia. Em seu lugar, na Casa Civil, assumirá a secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior.
A seguir, confira todas as mudanças já confirmadas ou previstas nos cargos de ministros do governo federal:
Ministério da Fazenda – Sai: Fernando Haddad (PT), que deve disputar o governo de São Paulo Entra: Dario Durigan, então secretário-executivo da pasta Situação: mudança oficializada no DOU em 20 de março
Ministério do Planejamento e Orçamento – Sai: Simone Tebet (MDB), que deve disputar o Senado pelo estado de São Paulo Entra: Bruno Moretti, então secretário de Análise Governamental da Casa Civil Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) – Sai: Carlos Fávaro (PSD), que deve disputar o Senado pelo estado do Mato Grosso Entra: André de Paula, até então ministro da Pesca e Aquicultura Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)
Ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) – Sai: Paulo Teixeira (PT), que deve disputar a reeleição para deputado federal por São Paulo Entra: Fernanda Machiaveli, então secretária-executiva da pasta Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)
Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDH) Sai: Macaé Evaristo (PT), que deve tentar a reeleição como deputada estadual por Minas Gerais Entra: Janine Mello, então secretária-executiva da pasta Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)
Ministério do Esporte – Sai: André Fufuca (PP), deputado federal eleito, ele deve tentar a disputa do Senado no Maranhão Entra: Paulo Henrique Perna Cordeiro, atual secretário nacional de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)
Ministério da Pesca e Aquicultura – Sai: André de Paula, remanejado para o cargo de ministro da Agricultura Entra: Rivetla Edipo Cruz, então secretário-executivo da pasta Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)
Ministério dos Povos Indígenas – Sai: Sônia Guajajara (PSOL), que deve tentar a reeleição como deputada federal por São Paulo Entra: Eloy Terena, então secretário-executivo da pasta Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)
Ministério dos Portos e Aeroportos – Sai: Sílvio Costa Filho (Republicanos), que deve disputar a reeleição de deputado federal por Pernambuco Entra: Tomé Barros Monteiro da Franca, então secretário-executivo da pasta Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)
Ministério do Meio Ambiente -Sai: Marina Silva (Rede), que pode disputar uma vaga ao Senado por São Paulo Entra: João Paulo Ribeiro Capobianco, atual secretário-executivo da pasta Situação: mudança ainda não oficializada no DOU
Ministério dos Transportes – Sai: Renan Filho (MDB), que deve concorrer ao governo de Alagoas Entra: George Santoro, atual secretário-executivo da pasta Situação: mudança ainda não oficializada no DOU
Casa Civil – Sai: Rui Costa (PT), que deve disputar o Senado pela Bahia Entra: Miriam Belchior, atual secretária-executiva da pasta Situação: mudança ainda não oficializada no DOU
Ministério da Educação (MEC) – Sai: Camilo Santana (PT), que pode disputar o governo do Ceará ou uma vaga ao Senado Entra: Leonardo Barchini, atual secretário-executivo da pasta Situação: mudança ainda não oficializada no DOU
Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional – Sai: Waldez Góes (PDT), que pode disputar uma vaga ao Senado pelo Amapá Entra: Valder Ribeiro de Moura, atual secretário-executivo da pasta Situação: mudança ainda não oficializada no DOU
Ministério das Cidades – Sai: Jáder Filho (MDB), que disputar o Senado pelo estado do Pará Entra: Antonio Vladimir Moura Lima, atual secretário-executivo da pasta Situação: mudança ainda não oficializada no DOU
Ministério da Igualdade Racial – Sai: Anielle Franco (PT), que deve disputar uma vaga de deputada federal pelo estado do Rio de Janeiro Entra: Rachel Barros de Oliveira, atual secretária-executiva da pasta Situação: mudança ainda não oficializada no DOU
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) – Sai: Geraldo Alckmin (PSB), que disputará a reeleição de vice-presidente a chapa com Lula Entra: indefinido Situação: mudança ainda não oficializada no DOU
Secretaria das Relações Institucionais da Presidência (SRI/PR) – Sai: Gleisi Hoffmann (PT), que deve disputar o Senado pelo estado do Paraná Entra: indefinido Situação: mudança ainda não oficializada no DOU
Indicadores
A agenda de indicadores do Brasil terá, nesta quarta, os índices de preços ao consumidor semanal (IPC-S) e de atividade dos gerentes de compras (PMI) industrial, referentes a março, e o fluxo cambial semanal. Na Eurozona, sai a taxa de desemprego de fevereiro, e nos EUA, a posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada.
Corporativo
A empresa de alimentos Conagra Brands publicou seus resultados trimestrais. O lucro líquido caiu 22,3% no 3T26 fiscal, para US$ 188 milhões.
A Petrobras informa que recebeu hoje a renúncia, com efeitos imediatos, do presidente do conselho de administração da companhia, Bruno Moretti, aos cargos de presidente e membro do conselho de administração da Petrobras, tendo em vista sua nomeação como Ministro do Planejamento e Orçamento. Ele substituirá Simone Tebet, que deixou o governo para disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano.
Na tarde de terça-feira (31/3), na B3, em São Paulo, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizou o primeiro leilão de 2026, da Rota das Gerais, que marcou a abertura de um novo ciclo de concessões de rodovias federais. Em uma disputa competitiva, a Ecorodovias saiu vencedora ao apresentar 19% de desconto sobre a tarifa básica de pedágio. O contrato prevê a exploração, por 30 anos, do sistema rodoviário BR-251 e BR-116, em Minas Gerais, com extensão de 734,9 km. O projeto prevê obras de ampliação da capacidade e melhorias, principalmente, 187 km de duplicações e 160 km de faixas adicionais.
A B3 informou na quarta-feira (31/3) que os valores por ação relacionados ao pagamento de juros sobre capital próprio (JCP), referentes ao primeiro trimestre de 2026, foram ajustados, de R$ 0,07434043351 para R$ 0,07433972992 (bruto) e de R$ 0,06133085764 para R$ 0,06133027718 (líquido). O pagamento será realizado em 13 de abril, com base na posição acionária de 31 de março. As ações da companhia passam a ser negociadas na condição “ex” proventos a partir de hoje, 1 de abril.
A B3 informou ainda que lançará no dia 27 de abril seis novos Contratos de Eventos. Segundo a empresa, os produtos ampliam a oferta de derivativos listados oferecendo uma mecânica mais simplificada de negociação. Os seis contratos serão referenciados no Ibovespa B3, Dólar e Bitcoin.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou ontem (31/3) as metas individuais compulsórias de 2026 a serem cumpridas pelas distribuidoras, no âmbito do RenovaBio, a Política Nacional de Biocombustíveis. Elas podem ser acessadas na página do RenovaBio. As metas individuais foram calculadas a partir da meta compulsória anual de 48,09 milhões de CBIOs (Créditos de Descarbonização) definida pela Resolução CNPE nº 21, de 30 de dezembro de 2025, para o ano de 2026.
Com informações da Agência Brasil.
Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)
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