São Paulo – A taxa de desocupação chegou a 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, com alta de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre entre setembro e novembro (5,2%).
As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado ficou levemente acima da mediana das expectativas do mercado financeiro, de 5,7%, conforme o Termômetro Safras.
A população desocupada (6,2 milhões) registrou aumento na comparação com o trimestre de setembro a novembro de 2025 (5,6 milhões). No confronto com igual trimestre do ano anterior (7,3 milhões), houve queda de 14,8% (menos 1,1 milhão de pessoas).
A população ocupada (102,1 milhões) registrou queda de 0,8% no trimestre (menos 874 mil pessoas) e aumento de 1,5% no ano (mais 1,5 milhão). O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,4%, com queda de 0,6 no trimestre (59,0%) e crescendo 0,4 p.p. no ano (58,0%).
A taxa composta de subutilização (14,1%) cresceu frente ao trimestre anterior (13,5%) e teve queda de 1,6 p.p. no ano (15,7%). A população subutilizada (16,1 milhões) cresceu 4,4% no trimestre (mais 675 mil) e recuou 10,5% no ano (menos 1,9 milhão de pessoas).
A população subocupada por insuficiência de horas (4,4 milhões) ficou estável nas duas comparações. A população fora da força de trabalho (66,6 milhões) cresceu 0,9% no trimestre (mais 608 mil) e 1,4% frente ao mesmo trimestre do ano anterior (mais 942 mil pessoas).
A população desalentada (2,7 milhões) ficou estável no trimestre e teve redução de 14,9% (menos 477 mil pessoas) no ano (3,2 milhões). O percentual de desalentados (2,4%) mostrou estabilidade no trimestre e queda de 0,4 p.p. no ano (2,9%).
O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,2 milhões. Houve estabilidade no trimestre e no ano. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,3 milhões) mostrou redução de 342 mil pessoas no trimestre e estabilidade no ano.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.679) cresceu 2,0% no trimestre e 5,2% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 371,1 bilhões) ficou estável no trimestre e cresceu 6,9% (mais R$ 24,1 bilhões) no ano.

