São Paulo, 26 de março de 2026 – A distância entre as partes em torno de uma solução para o conflito no Oriente Médio aumentou a aversão ao risco no mercado financeiro global. A tensão deve se estender ao mercado nacional, com os investidores aguardando o IPCA-15 de março e as falas de logo mais do presidente do Banco Central (BC) Gabriel Galípolo, durante coletiva para analisar o Relatório de Política Monetária de março.
As bolsas iniciaram o dia no território negativo, enquanto petróleo, dólar e juros operam em alta, aguardando novidades sobre os desdobramento da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Em publicação na rede social Truth Social hoje mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã deve levar a proposta de cessar-fogo oferecida pelos norte-americanos a sério. Já o Irã informou a mediadores que qualquer acordo de cessar-fogo com os EUA e Israel deve incluir o Líbano, vinculando o fim da guerra regional à interrupção da ofensiva israelense contra o Hezbollah.
O Banco Central (BC) manteve em 1,6% a previsão de alta do PIB em 2026, na edição de março do Relatório de Política Monetária (RPM). Para 2025, a projeção de alta foi mantida em 2,3%.Segundo o relatório, a estabilidade da projeção de crescimento anual decorre do resultado do quarto trimestre de 2025, próximo ao esperado, e da manutenção da perspectiva de expansão trimestral moderada ao longo de 2026.
No horizonte relevante para a política monetária, terceiro trimestre de 2027, a projeção de inflação é 3,3%. Segundo o relatório, os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, aumentaram após o início dos conflitos no Oriente Médio. “Há bastante incerteza sobre a duração dos conflitos e seus efeitos sobre a economia global”, aponta o relatório.
Dylan Della Pasqua / Safras News
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