Porto Alegre, 26 de março de 2026 – O Banco Central (BC) manteve em 1,6% a previsão de alta do PIB em 2026, na edição de março do Relatório de Política Monetária (RPM). Para 2025, a projeção de alta foi mantida em 2,3%.
Segundo o relatório, a estabilidade da projeção de crescimento anual decorre do resultado do quarto trimestre de 2025, próximo ao esperado, e da manutenção da perspectiva de expansão trimestral moderada ao longo de 2026. “Esse cenário é condicionado pela expectativa de política monetária em campo restritivo, pelo baixo nível de ociosidade dos fatores de produção, pela perspectiva de desaceleração da economia global e pela ausência do impulso agropecuário observado em 2025”.
Assim como no RPM anterior, o cenário incorpora também estimativas dos efeitos de medidas recentes com potencial de sustentar a demanda doméstica, como o aumento real do salário mínimo e a isenção ou o desconto no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para as faixas iniciais de renda.
Embora o PIB agregado do quarto trimestre de 2025 tenha ficado alinhado às previsões do Banco Central do Brasil (BC), houve surpresas em seus componentes: em geral, os serviços superaram as expectativas, ao passo que a indústria e a demanda interna cresceram abaixo do previsto no RPM anterior. “Essas surpresas têm impacto nas projeções dos componentes da oferta e da demanda para 2026. Além disso, o recente conflito no Oriente Médio eleva o grau de incerteza em torno das previsões. Se prolongado, seus impactos predominantes, no país e no exterior, devem ser consistentes com um choque negativo de oferta, aumentando a inflação e reduzindo o crescimento, ainda que alguns setores da economia brasileira, especialmente o petrolífero, possam se beneficiar”.
Dylan Della Pasqua / Safras News
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