São Paulo, 25 de março de 2026 – A produtora de sementes Boa Safra (SOJA3), anunciou na noite de terça-feira (24) o resultado do quarto trimestre e do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025 (4T25/2025).
A companhia registrou prejuízo de R$8,4 milhões no 4T25, ante lucro de R$ 80,2 milhões um ano antes, devido aos maiores custos de grãos, despesas operacionais e financeiras, além da “deterioração” do preço médio de venda no período, informou a empresa.
O lucro líquido consolidado encerrou 2025 em R$ 101 milhões, redução de 37% em relação aos R$ 161 milhões registrados em 2024. O resultado reflete um ano marcado por margens mais pressionadas, impacto de ajustes de qualidade, maior participação do CIF e aumento do custo financeiro, além de despesas operacionais mais elevadas em função da expansão das novas culturas.
A receita operacional líquida subiu 29% no 4T25, para R$ 1,2 bilhão na comparação anual. No ano, a companhia atingiu a receita líquida de 2,6 bilhões, alta anual de 42%. “O desempenho do ano reflete uma combinação de fatores, entre eles maior ritmo de embarques no encerramento do ciclo, maior demanda operacional e uma gestão comercial à vista, para atender às diferentes regiões produtoras. Esse conjunto fortaleceu a capacidade da companhia de atender múltiplas culturas ao longo do ciclo e sustenta a evolução do portfólio em direção a uma receita mais diversificada e equilibrada”, disse a empresa.
O ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 8,8 milhões no 4T25, queda de 91% na comparação com o 4T24. No 4T25, a Boa Safra apresentou margens líquida de -1% e margem ebitda de 1%, recuos de 9 e 10 pontos percentuais, respectivamente, na comparação anual.
Em base ajustada, o ebitda foi de R$ 58,5 milhões, queda de 55% ante o mesmo período de 2024. “A margem ebitda ajustada encerrou o exercício em 6%, abaixo dos 10% observados no ano anterior, refletindo um ciclo de maior pressão nas despesas operacionais mais elevadas e menor captura de margem operacional, apesar do crescimento relevante da receita operacional líquida.”
No ano, o ebitda totalizou R$ 130,4 milhões, queda de 26% em relação ao ebitda de 2024. O ebitda ajustado alcançou R$ 154,1 milhões em 2025, baixa anual de 16%.
A empresa relatou que, ao longo do exercício, observou aumento pontual das despesas com pessoal decorrente do seu projeto de expansão e diversificação. Dada, a reestruturação realizada no 4T25, a empresa disse que terá uma nova composição para o ano de 2026 dado a otimização de processos e portfólio que foi realizado.
Além disso, no início de 2025 houve incremento das despesas operacionais associado ao início da operação de novas unidades, que demandaram estruturação inicial, reforço de equipes e ajustes operacionais para integração ao modelo produtivo. “Esse movimento ocorreu em paralelo ao avanço da atuação em novas culturas, ampliando a complexidade operacional e requerendo maior suporte técnico, fortalecimento da estrutura comercial e adequações para atender ao portfólio ampliado”, explicou a empresa.
O desempenho também foi influenciado pela expansão das frentes comerciais, que demandaram estruturação adicional junto a novos clientes e canais, além de maiores despesas logísticas e comerciais.
“Mesmo diante dos grandes desafios que o setor vivencia desde 2024, encerramos 2025 com uma estrutura sólida, portfólio diversificado e presença nacional conquistando 10% de market share, com um crescimento histórico de 34% em sementes de soja. Um marco que reforça nosso posicionamento competitivo frente às adversidades do setor”, comentou a administração da empresa, no relatório.
Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)
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