Porto Alegre, 19 de março de 2026 – Em conferência de resultados relativos ao quarto trimestre e ao ano de 2025, o Diretor Presidente da Minerva Foods, Fernando Galletti de Queiroz, enfatizou que, mesmo com um cenário global desafiador, a companhia está otimista com o desempenho previsto para 2026. “A diversificação geográfica aumentou a flexibilidade operacional e permitiu a captura de valo tanto no mercado interno e externo em 2025. Neste ano, vemos que o desequilíbrio na oferta e demanda global de carne bovina deve favorecer exportação por países da américa do sul”, afirma.
Queiroz disse que a América do Sul deverá seguir avançando tanto na produção quanto na exportação de carne bovina em 2026, especialmente por conta da restrição de oferta e de preços elevados em mercados como os Estados Unidos e Europa. “Isso deve fomentar um aumento nas importações de carne bovina no ano. Os Estados Unidos seguem com um mercado bovino pressionado, cenário que deve persistir nos próximos anos”, comenta. Já a oferta da carne bovina em países europeus já sinaliza desequilíbrio, o que também deve favorecer maiores importações.
No que tange à China, Queiroz entende que o país deve manter uma demanda e preços aquecidos para a carne bovina neste ano. Questionado sobre o impacto da salvaguarda imposta pela China ao Brasil, o executivo destacou que o ciclo de embarques de carne bovina pelo país pode ter algum impacto, embora beneficie outros países da América do Sul, como Argentina e Uruguai, onde a Minerva também possui plantas aptas a exportar a esse destino.
Com relação aos Estados Unidos, Queiroz reiterou que embora o Brasil tenha sofrido com a imposição de tarifas mais altas, outros mercados, como a Argentina acabaram sendo beneficiados com maiores embarque ao continente norte-americano.
Em termos de Brasil, que respondeu no ano passado por cerca de 33% da receita consolidada da Minerva, Queiroz acredita que possa haver uma maior cautela em termos de consumo de carne bovina por parte da população. Mesmo em um ano eleitoral, existe uma expectativa de uma maior pressão inflacionária. “Isso pode fazer com que haja uma migração maior dos produtos mais nobres para mais baratos no mercado interno”, conclui.
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Safras News)
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