São Paulo, 13 de março de 2026 – Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a guerra no Golfo Pérsico foi determinante para o aumento de R$0,38 por litro do diesel vendido para as distribuidoras, devido à alta do petróleo, e a companhia enfrenta uma forte defasagem em relação ao preço no mercado internacional. A executiva disse que o aumento seria maior se o governo federal não tivesse anunciado o pacote de medidas na quinta-feira (12)
“Se não houvesse a política do governo estaríamos aumentando [o diesel] em R$0,70 e o consumidor estaria pagando R$0,70”, disse a CEO da Petrobras, em entrevista a jornalistas. “Com essa política do governo, nós aumentamos R$0,38, nos ressarcimos de R$0,32, então, nós temos o potencial de ganho de R$0,70, e o consumidor final vai pagar, por litro do diesel, R$,06”, explicou.
Magda disse que a Petrobras estava com tendência de queda de preços, mas com a guerra e alta do petróleo no exterior, o cenário se inverteu. “A guerra foi determinante para o aumento do diesel. Eu estava, há 20 dias, com tendência de queda de preços. A tendência era de redução dos preços dos combustíveis. Nós estávamos nos preparando para reduzir o preço do diesel. E fomos surpreendidos pela necessidade de aumento do preço do diesel.”
Segundo a medição diária da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), em parceria com a StoneX Brasil, que ainda não considera a elevação anunciada hoje, a defasagem do diesel nos polos operados pela Petrobras estava em 72% abaixo do preço da paridade de importação (PPI), ou R$2,34 mais barato que no mercado internacional, considerando a taxa de câmbio Ptax, calculada diariamente pelo Banco Central, de R$ 5,20 por US$, e a cotação do barril do Brent acima de US$ 100, segundo dados atualizados com base no último fechamento dos mercados.
Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)
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