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Preços do café avançam nas bolsas e no Brasil em meio às tensões com conflito no Oriente Médio

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Porto Alegre, 06 de março de 2026 – A semana foi de ampla volatilidade nos mercados financeiros e de commodities após a deflagração do conflito no Irã no último sábado, com os ataques dos Estados Unidos e Israel, com diversos outros países sendo atingidos pelas forças iranianas. Nas Bolsas de Nova York e de Londres, o café arábica e robusta, respectivamente, foram também “sacudidos” pelas tensões geopolíticas com este conflito.

 

No balanço da semana, as cotações subiram nas bolsas e também no Brasil, assim como o dólar avançou contra o real e outras moedas. O petróleo disparou e isso leva sustentação para as commodities em linhas gerais. Essa subida da moeda americana pressiona para baixo os produtos nas bolsas, embora internamente garanta suporte aos preços do café em real.

 

A guarda revolucionária iraniana fechou o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa um quinto do petróleo do mundo. Além de promover altas no petróleo, isso pressiona para cima os custos com transportes marítimos em linhas gerais, elevando os fretes e naturalmente pressionando para cima as cotações das commodities, inclusive o café, que também ganhou forças nas bolsas para avanços nas cotações diante desse fator, como indicaram traders e analistas.

 

Ao longo da semana, o mercado também foi sustentado pelas preocupações de que possa ser complicada a rota do café robusta vietnamita para a Europa.

 

Nas questões de oferta e demanda próprias do café, houve notícias altistas e baixistas na semana. Como aspecto baixista, as exportações de café dos países membros e não-membros da Organização Internacional do Café (OIC) totalizaram 12,62 milhões de sacas de 60 quilos em janeiro, quarto mês da safra mundial 2025/26, contra 11,1 milhões de sacas registradas no mesmo mês de 2024, alta de 13,7%.

 

Segundo a OIC, as exportações de café dos quatro primeiros meses da temporada 2025/26 (entre outubro e janeiro) aumentaram cerca de 7,5%, atingindo 46,38 milhões de sacas, na comparação com 43,15 milhões de sacas em 2024/25. As exportações de café arábica totalizaram 84,34 milhões de sacas nos doze meses de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026, ante 85,87 milhões nos doze meses precedentes, caindo 1,8%. Já os embarques de robusta somaram 59,21 milhões de sacas, contra 51,68 milhões, alta de 14,6%.

 

Segue baixista também para as cotações globais as expectativas crescentes de uma grande safra brasileira neste ano de 2026, com a melhora nas condições climáticas nos últimos meses e revisões para cima nas estimativas de produção. O aumento nos estoques certificados da bolsa de Nova York também vem sendo um aspecto negativo para as cotações.

 

No lado altista, queda na produção e exportações da Colômbia em fevereiro garantiu suporte aos preços nesta quinta-feira em NY. A produção nacional de café da Colômbia atingiu 869.000 sacas de 60 quilos em fevereiro, uma queda de 36% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Em publicação na rede social X, o gerente geral da Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia, German Bahamon, disse que a queda foi provocada por adversidades climáticas.

 

Dados da Federação apontam que nos últimos doze meses (março de 2025 a fevereiro de 2026) a produção foi de 12,72 milhões de sacas, recuo de 14% em relação aos níveis observados um ano antes. Em termos de comércio exterior, as exportações preliminares de fevereiro caíram 32%, atingindo 807 mil sacas. No ano cafeeiro, de outubro até o momento, a Colômbia exportou 5,06 milhões de sacas (-14 %), representando uma menor disponibilidade de café colombiano para o mercado mundial.

 

Em linhas gerais, o mercado internacional no curto a médio prazo deve seguir nos fundamentos acompanhando as notícias sobre a chegada e tamanho da safra brasileira e, claro, números das exportações e estoques dos principais países. Mas, as tensões geopolíticas e implicações nos mercados financeiros, bolsas de valores, dólar, petróleo e tudo o que envolve o apetite ao risco pelos agentes e investidores vão marcar certamente as próximas semanas. Tudo depende também, dos desdobramentos e tempo de duração da guerra no Oriente Médio.

 

No balanço dos últimos sete dias, entre as quintas-feiras 26 de fevereiro e 05 de março, o café arábica na Bolsa de Nova York no contrato maio subiu de 282,30 para 288,80 centavos de dólar por libra-peso, alta de 2,3%. Em Londres, o café robusta para maio avançou de US$ 3.639 para US$ 3.751 por tonelada, alta de 3,1%.

 

No mercado físico brasileiro de café, a semana foi de cautela diante da volatilidade da bolsa e do dólar. Vale lembrar que o dólar comercial no balanço entre as últimas quintas-feiras 26/02 e 05/03 subiu 2,9% no comercial. E os preços subiram em linha com as bolsas e com a moeda americana.

 

 

No balanço semanal, o café arábica bebida no sul de Minas Gerais subiu de R$ 1.850,00 para R$ 1.910,00 na base de venda, alta de 3,2%. O conilon tipo 7, em Vitória/Espírito Santo, avançou no mesmo comparativo 3,9%, passando de R$ 1.020,00 para R$ 1.060,00 a saca.

 

Lessandro Carvalho – lessandro@safras.com.br (Safras News)

 

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