Porto Alegre, 5 de março de 2026 – O mercado brasileiro de milho registrou uma semana de cotações firmes, em meio às especulações do mercado, envolvendo clima, câmbio e o conflito no Oriente Médio.
De acordo com a Safras Consultoria, nos estados do Sul do Brasil os consumidores se mostram bem abastecidos e atuam de maneira tranquila nas negociações em busca do cereal, muito embora os vendedores tenham retraído as fixações de oferta, o que garantiu sustentação aos preços.
Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, em algumas localidades os consumidores estão mais ativos na busca por lotes de milho, a exemplo de São Paulo, muito embora a disponibilidade de oferta esteja limitada, o que favoreceu um aumento nas cotações.
O atraso nas chuvas para o plantio e desenvolvimento da safrinha de milho também trouxe especulações ao mercado, favorecendo a firmeza nos preços. As precipitações também atrapalharam a logística do cereal em algumas áreas, garantindo suporte aos preços.
Por conta das tensões mundiais, o câmbio se mostrou bastante volátil ao longo da semana, dificultando negócios.
Outro fator favorável aos preços foi a questão dos fretes para deslocamentos do cereal para grandes distâncias, que seguem com tendência de alta.
Além disso, a expectativa de melhora do tempo para a colheita de soja em estados como Mato Gosto do Sul, sul de Goiás, Minas Gerais e São Paulo deve fazer com que os produtores deixem o milho em segundo plano, o que deve manter as negociações travadas.
No cenário internacional, a semana foi marcada por grande volatilidade nos preços, em meio à força do dólar com o sentimento de aversão ao risco na economia mundial com os novos conflitos no Oriente Médio. A expectativa fica agora para o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos do mês de março, que será divulgado na próxima terça-feira (10).
Preços internos
O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 65,84 no dia 5 de março, alta de 1,58% frente aos R$ 64,82 registrados no final da última semana. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, foi cotado a R$ 64,00, estável frente à semana passada.
Em Campinas/CIF, a cotação ficou em R$ 76,00, aumento de 1,33% frente aos R$ 75,00 registrados no encerramento da semana passada. Na região da Mogiana paulista, a saca do cereal seguiu em R$ 70,00 ao longo da semana.
Em Rondonópolis, Mato Grosso, a saca foi cotada a R$ 56,00, alta de 1,82% ante os R$ 55,00 registrados no fim da semana passada. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço ficou em R$ 64,00, similar ao registrado no final da semana anterior.
Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda continuou em R$ 65,00 ao longo da semana. Já em Rio Verde, Goiás, a saca foi cotada em R$ 62,00, avanço de 3,33% frente aos R$ 60,00 da semana passada.
Exportações
As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 347,836 milhões em fevereiro (18 dias úteis), com média diária de US$ 19,324 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 1,552 milhão de toneladas, com média de 86,229 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 224,10.
Em relação a fevereiro de 2025, houve alta de 8% no valor médio diário da exportação, ganho de 9,3% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 1,2% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Arno Baasch – arno@safras.com.br (Safras News)
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