Porto Alegre, 6 de março de 2026 – O mercado brasileiro de frango registrou preços estáveis no atacado e no vivo no decorrer da semana. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o ambiente de negócios segue com sinais de desequilíbrio de oferta, com o alojamento em grande proporção entre os meses de dezembro e janeiro.
Iglesias explica que um ajuste de oferta se mostra imprescindível para corrigir a rota, o que deve acontecer apenas no final do primeiro trimestre. “Até lá o mercado deve permanecer pressionado”, diz.
O analista também ressalta que o mercado atacadista voltou a se deparar com preços acomodados. No entanto, o quadro de oferta ainda é uma preocupação neste momento, com desequilíbrios de oferta em grande parte do país. “As exportações seguem em bom nível, entretanto, a guerra no Oriente Médio gera grande preocupação dentro do mercado”, afirma.
Além disso, Iglesias lembra que a Influenza Aviária voltou a afetar a América do Sul, com casos na Argentina e Uruguai em granjas comerciais. O Brasil também se depara com casos em animais selvagens, sendo uma situação que exige a manutenção dos planos de contingência que foram estabelecidos ao longo dessa década.
Preços internos
Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo os preços dos cortes congelados de frango não tiveram mudanças ao longo da semana. O preço do quilo do peito seguiu em R$ 9,30, o quilo da coxa em R$ 6,35 e o quilo da asa em R$ 10,00. Na distribuição, o preço do quilo do peito continuou em R$ 9,50, o quilo da coxa em R$ 6,50 e o quilo da asa em R$ 10,50.
Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário da semana também não apresentou mudanças nas cotações. No atacado, o preço do quilo do peito teve estabilidade de R$ 9,40, o quilo da coxa de R$ 6,45 e o quilo da asa de R$ 10,10. Na distribuição, o preço do peito permaneceu em R$ 9,60, o quilo da coxa em R$ 6,60 e o quilo da asa em R$ 10,60.
O levantamento mensal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que o quilo vivo em São Paulo caiu de R$ 4,70 para R$ 4,50.
Na integração do Rio Grande do Sul, a cotação permaneceu em R$ 4,65. Na integração catarinense a cotação do frango continuou em R$ 4,65, enquanto na integração do oeste do Paraná, em R$ 4,60.
No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango continuou em R$ 4,40 e em Goiás em R$ 4,45. Em Minas Gerais, o quilo vivo seguiu em R$ 4,50, enquanto no Distrito Federal, em R$ 4,45.
No Ceará, o quilo vivo teve estabilidade de R$ 5,50, no Pernambuco de R$ 5,40 e, no Pará, de R$ 5,80.
Exportações
As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 855,882 milhões em fevereiro (18 dias úteis), com média diária de US$ 47,549 milhões. A quantidade total exportada pelo país chega a 460,606 mil toneladas, com média diária de 25,589 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.858,2.
Em relação a fevereiro de 2025, há um avanço de 9,8% no valor médio diário, alta de 5,5% na quantidade média diária e valorização de 4,1% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
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