Porto Alegre, 5 de março de 2026 – O Irã é um dos maiores produtores de ureia, com capacidade para 9 milhões de toneladas por ano. “Em 2025, o Irã forneceu 184.738 toneladas de ureia ao Brasil, correspondendo a 2,4% do total”, relata a analista e consultora de Safras & Mercado, Maisa Romanello. “Os países do Oriente Médio correspondem, juntos, a 35% da ureia importada pelo Brasil”, completa.
Conforme a consultora, o mercado da ureia já vinha precificando a ausência do Irã. “Entretanto, o agravamento do conflito e o cenário de incerteza devem causar novas altas”, pondera. Além disso, a elevação do petróleo e do gás natural encarece os custos de produção e de logística.
Soma-se a isto o temor que de a possível limitação de oferta de gás natural cause menores taxas de operação na indústria de nitrogenados.
O mercado da ureia segue com preços sustentados por restrições de oferta, com as cotas de exportação da China e a geopolítica conturbada (Irã, Rússia e Venezuela). “Tem ainda a forte demanda indiana”, acrescenta.
O Brasil está sazonalmente ausente das compras de ureia. “O país deve continuar optando pelo sulfato de amônio, fertilizante nitrogenado de menor concentração que tem sido mais viável quanto ao custo por ponto de nitrogênio”, aposta Romanello.
Para a analista, o mercado deve ter ampla volatilidade, com projeção de alta para as próximas semanas. “Preços acima de US$ 500 por tonelada CFR podem se tornar realidade”, estima.
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Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras News
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