São Paulo, 26 de fevereiro de 2026 – Nesta quinta-feira, o mercado avalia as sondagens do comércio e serviços e o IGP-M de fevereiro e os anúncios da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).
O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) recuou 4,0 pontos em fevereiro, para 87,3 pontos, após cinco meses sem quedas.
O Índice de Confiança de Serviços (ICS) recuou 0,7 ponto em fevereiro, para 90,2 pontos.
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou queda de 0,73% em fevereiro, revertendo a alta observada em janeiro, quando havia avançado 0,41%. Com esse resultado, o índice passa a acumular retração de 0,32% no ano e de 2,67% em 12 meses. Em fevereiro de 2025, o IGP-M havia apresentado alta de 1,06% no mês, acumulando variação de 8,44% em 12 meses. As informações são da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Em Genebra, Estados Unidos e Irã retomam as negociações sobre o programa nuclear. Segundo o jornal britânico “The Guardian”, o presidente Donald Trump deve decidir sobre um possível ataque ao país com base no resultado do encontro.
Também está previsto um novo encontro entre representantes ucranianos e enviados da Casa Branca para tratar da guerra com a Rússia.
Ontem (25), o plenário da Câmara dos Deputados aprovou o acordo de comércio entre o Mercosul e a União Europeia, depois de ser confirmado pela representação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul), na terça-feira (24).
Com a aprovação, o texto segue para votação no plenário do Senado. O acordo ainda tem que ser ratificado ainda nos Congressos da Argentina, Paraguai e Uruguai.
CORPORATIVO
A temporada de balanços também terá os resultados da B3, após o fechamento do mercado.
A Kepler Weber anunciou os seus resultados consolidados do quarto trimestre encerrado em 31 de dezembro de 2025 (4T25), após o pregão de ontem, quarta-feira (25). O lucro líquido cresceu 28,5% no 4T25, para R$ 64,8 milhões, alcançando margem líquida de 16,2%, com expansão de 5,2 pontos percentuais (pp) em relação ao 4T24, sendo o trimestre responsável por 41% do lucro líquido anual. Segundo a empresa, o resultado refletiu “avanços operacionais e efeitos pontuais de eficiência tributária”. No acumulado do ano, o lucro líquido foi de R$ 156,3 milhões, queda anual de 21,5%.
O Banco do Brasil divulgou comunicado na quarta-feira (25) informando que solicitou aos órgãos competentes a repactuação do cronograma de devolução do seu Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD) contratado com o Tesouro Nacional desde 2012. Segundo a instituição, dos R$ 8,1 bilhões originalmente emitidos, restam R$ 4,1 bilhões a serem liquidados conforme cronograma de devolução aprovado em 2021.
O Banco do Brasil negou que, durante a divulgação do resultado do quarto trimestre de 2025, tenha afirmado que a alta de R$ 3,6 bilhões na inadimplência da sua carteira de títulos e valores mobiliários (TVM) estaria ligada à Novonor, ex-controladora da Braskem, em meio à negociação de venda de participação na petroquímica, em resposta a questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre notícias publicadas que atribuíram o valor à uma dívida da petroquímica ou de sua controladora Novonor (ex-Odebrecht).
Segundo o BB, na divulgação dos resultados, “foram prestados esclarecimentos sobre um efeito pontual observado no trimestre, referido como “caso específico”, o qual impactou os indicadores de inadimplência acima de 90 dias e métricas correlatas, sem qualquer referência a clientes”. Segundo o banco “o caso específico mencionado correspondia a operação de Títulos e Valores Mobiliários (TVM), com características de crédito, registrada há anos no balanço, com provisões adequadamente constituídas em períodos anteriores e sem impacto material no resultado do 4o trimestre de 2025, quando tal operação foi classificada como inadimplente acima de 90 dias.
Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)
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