São Paulo, 24 de fevereiro de 2026 – Nesta terça-feira, o mercado continua atento às tensões comerciais e geopolíticas provocadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, envolvendo o Irã e a decisão da Suprema Corte estadunidense, que considerou ilegal o tarifaço imposto em abril do ano passado. Após anunciar o aumento das novas tarifas globais, de 10% para 15%, que entram em vigor hoje, Trump ameaçou aumentar as tarifas aos países que, nas suas palavras, “tentarem se aproveitar da decisão”. Assim, as atenções se voltam para o seu Discurso do Estado da União, previsto para hoje às 23h.
A China reabre seus mercados após o longo feriado do Ano Novo Lunar e reflete nos preços do minério de ferro.
Ainda estão previstos indicadores, resultados trimestrais de empresas e uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Emirados Árabes Unidos, em Abu Dhabi.
Em sua terceira visita à Coreia do Sul, Lula disse que o Brasil e o país asiático têm amplas oportunidades de cooperação e intercâmbio de experiências em áreas estratégicas. Durante declaração à imprensa na manhã de 24 de fevereiro, em Seul, o presidente afirmou que o Brasil tem muita necessidade de aprender com a Coreia do Sul, como a sofisticação tecnológica e a política de transição energética, e que a complementaridade entre as duas nações cria bases sólidas para o fortalecimento da parceria bilateral.
Lula também lembrou que, atualmente, o Brasil e a Coreia do Sul possuem um intercâmbio comercial de US$ 11 bilhões, que o país asiático é o quarto parceiro comercial do Brasil na Ásia e disse que a relação entre os dois países deve crescer ainda mais. Lula também ressaltou a intenção da Coreia do Sul de retomar as negociações para um acordo comercial entre o país asiático e o Mercosul.
Hoje, o Congresso Nacional volta ao trabalho e pode votar ainda nesta semana o acordo Mercosul-União Europeia. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP) como relator do texto em Plenário.
O Plenário da Câmara dos Deputados também pode votar o Projeto de Lei 278/26, que cria benefícios fiscais para centros de processamento de dados (datacenters). O projeto cria um Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). Entre outras medidas, suspende a cobrança de tributos federais sobre a compra de máquinas e equipamentos destinados a centros de processamento de dados.
O projeto ganhou regime de urgência em votação no Plenário, no dia 10 de fevereiro. Com isso, o projeto pode ser votado diretamente no Plenário, sem passar pelas comissões permanentes da Câmara.
CORPORATIVO
A Gerdau registrou lucro líquido ajustado de R$ 670 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), 0,5% acima do registrado no mesmo período do ano anterior e 38,5% abaixo do terceiro trimestre de 2025, segundo relatório trimestral divulgado pela companhia após o fechamento do pregão de segunda-feira (23). Em 2025, o lucro líquido ajustado foi de R$ 3,382 bilhões, queda anual de 21,1%, receita líquida de R$ 69,8 bilhões (+4,2%) e ebitda ajustado de R$ 10,1 bilhões (-7,1%).
A Metalúrgica Gerdau reportou um aumento de 0,3% no lucro líquido do 4T25 em relação ao apurado no mesmo período do ano anterior, somando R$ 669 milhões. Em comparação ao 3T25, houve recuo de 38,6%. Em todo o ano passado, a Metalúrgica Gerdau registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,378 bilhões, queda anual de 21,4%.
A Justiça Federal de Minas Gerais iniciou nesta segunda-feira (23) as audiências de instrução e julgamento sobre o rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. O caso envolve 17 réus, apura crimes ambientais e 272 homicídios decorrentes da tragédia-crime. Figuram como réus na ação penal a Vale S.A., a multinacional TÜV SÜD e 16 ex-executivos vinculados às empresas. Entre os pontos centrais do julgamento estão a verificação de responsabilidades técnicas, decisões administrativas e medidas de segurança adotadas antes do colapso da estrutura.
Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)
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