São Paulo, 13 de fevereiro de 2026 – A produtora de etanol e açúcar Jalles Machado (JALL3) reverteu prejuízo de R$ 73,5 milhões um ano antes para um lucro líquido de R$ 55,4 milhões no terceiro trimestre da safra 2025/26, segundo balanço divulgado na noite de quinta-feira (12). No acumulado dos nove meses do ano-safra 2025/26, a empresa também reverteu o prejuízo para lucro líquido de R$ 60,4 milhões.
O resultado operacional, medido pelo ebitda contábil, foi de R$319,3 milhões, recuo de 17,1% na comparação anual.
O ebitda ajustado foi de R$ 346,1 milhões, queda de 10,3%.
Já a receita líquida somou R$ 515,3 milhões no período, queda de 30,4% na base anual.
A empresa terminou o período com dívida líquida de R$ 1,8 bilhão, 0,5% acima da registrada no acumulado de nove meses da safra anterior, e alavancagem financeira de 1,2 vez ante 1,5 um ano antes.
Mensagem da administração
“O terceiro trimestre da safra 2025/26 seguiu, em grande medida, o compasso observado no trimestre anterior, com ampliação do diferencial de preços entre etanol e açúcar, o que levou um número maior de usinas a ajustar seu mix produtivo em direção ao etanol”, comentou a administração da companhia, em sua mensagem no relatório trimestral.
A empresa citou que, ao final de dezembro, dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) indicavam moagem acumulada de 600,4 milhões de toneladas no Centro -Sul, frente a 614,4 milhões de toneladas no mesmo período da safra anterior, refletindo a menor produtividade agrícola observada nesta safra. A empresa também apontou dados do boletim “De Olho na Safra”, do CTC, de que a produtividade média acumulada do Centro-Sul atingiu 74,7 toneladas por hectare, com ATR médio de 135,9 kg/t, ante 78,3 toneladas por hectare e 137,1 kg/t no mesmo período da safra 2024/25. “Ainda assim, o mix acumulado de produção de açúcar alcançou 50,8%, configurando a safra mais açucareira da história”, comentou a Jalles.
“No acumulado da safra, alcançamos a moagem de 7,076 milhões de toneladas de cana, queda de 10,1% em relação à safra anterior, impactada principalmente pelo menor volume de cana nas unidades Jalles Machado e Santa Vitória, devido menor volume de chuvas observado no período de fevereiro e março da entressafra anterior e pela matocompetição nas áreas orgânicas da unidade Jalles. O ATR médio acumulado manteve -se em linha com o ano anterior, totalizando 139, 3 kg/t, beneficiado pelo maior direcionamento do mix para o etanol”, acrescentou.
Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)
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