São Paulo, 13 de fevereiro de 2026 – A Raízen registrou um prejuízo líquido de R$ 15,6 bilhões no terceiro trimestre da safra 2025/26 (3T26), conforme balanço divulgado no fim da noite da quinta-feira (12). O resultado foi seis vezes maior que o prejuízo líquido de R$ 2,57 bilhões registrado no terceiro trimestre da safra 2024/25, impactado por uma baixa contábil de R$ 11,1 bilhões relativa à alienação de ativos, como sua saída da rede Oxxo, além de R$ 4,5 bilhões relativos à piora do desempenho operacional no segmento de açúcar e etanol. A melhora da geração de caixa no segmento de distribuição de combustíveis não evitou o mau desempenho da companhia no intervalo.
No acumulado de nove meses do ano safra 25/26, a Raízen totalizou um prejuízo líquido de R$ 19,8 bilhões, ante prejuízo de R$ 1,7 bilhão no mesmo período da safra 2024/25.
A receita operacional líquida do trimestre foi de R$ 60,4 bilhões, baixa de 9,7% em relação ao apurado no mesmo período do ano-safra anterior.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (ebitda) ajustado foi de R$ 3,15 bilhões, queda de 3,3% na comparação com o resultado do mesmo período de 2024/25. O resultado foi impactado, principalmente, pelo menor desempenho do segmento de Etanol, Açúcar e Bioenergia (EAB), refletindo a redução dos volumes comercializados de etanol, os menores preços de açúcar e a diminuição dos ganhos (sem efeito caixa) associados a contratos de energia, explicou a empresa. Esses impactos foram parcialmente compensados pelo melhor desempenho de volumes e margens em distribuição de combustíveis Brasil, pela recuperação das margens em distribuição de combustíveis Argentina, após a conclusão do projeto de modernização da refinaria, e pelos ganhos de eficiência em todos os segmentos, decorrentes da revisão da estrutura organizacional e da disciplina na gestão de despesas.
O ebitda foi negativo em R$ 4,4 bilhões no intervalo, revertendo o ebitda positivo de R$ 2,56 bilhões no 3T25.
No ano, o ebitda ajustado foi de R$ 8,4 bilhões, 12,3% abaixo do registrado no mesmo período do ano-safra anterior.
O trimestre foi encerrado com uma dívida líquida de R$ 55,3 bilhões, 43,4% maior que a registrada no mesmo intervalo do ano-safra 2024/25.
A alavancagem, medida pela relação dívida líquida por ebitda dos últimos 12 meses, passou de 3,0 vezes para 5,3 vezes.
Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)
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