São Paulo, 12 de fevereiro de 2026 – O lucro líquido ajustado da Ambev recuou 9,9% no quarto trimestre de 2025 (4T25) em comparação aos R$ 5,0 bilhões do 4T24, totalizando R$ 4,5 bilhões. Em 2025, o lucro líquido ajustado cresceu 1,6% em relação aos R$ 14,9 bilhões de 2024, para R$ 15,1 bilhões, impulsionado pelo crescimento do ebitda ajustado e pela menor despesa com imposto de renda, apesar da despesa financeira líquida maior. A receita líquida subiu 4,8% no trimestre e somou R$ 24,8 bilhões.
O ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado recuou 8,0%, para R$ 8,85 bilhões. A margem bruta e a margem ebitda ajustada recuaram 230 pb e 110 pb, respectivamente, principalmente em função do timing das operações de hedge relacionado à exposição cambial. Em 2025, o ebitda ajustado cresceu 1,6%, para R$ 29,5 bilhões, e a margem ebitda ajustada expandiu 50 pb para 33,4%, marcando o terceiro ano consecutivo de expansão de margem.
“Em 2025, a força das nossas marcas e a execução consistente da nossa estratégia impulsionaram o crescimento de um dígito médio do ebitda ajustado, com expansão de margem, apesar de um ambiente dinâmico”, comentou Carlos Lisboa, CEO da Ambev, no relatório divulgado nesta quinta-feira.
O volume de vendas total da Ambev atingiu 48,5 bilhões de hectolitros no 4T25, queda de 3,8% na comparação anual, impactado principalmente por fatores cíclicos que afetaram as ocasiões de consumo. Os volumes caíram no Brasil (-3,7%, sendo -2,6% em Cerveja e -6,6% em NAB), América Latina Sul (LAS) (-4,9%) e Canadá (-0,7%), enquanto América Central e Caribe (CAC) cresceu 0,4%.
Em 2025, os volumes totais caíram 3,3%, com retração em todas as operações: Brasil (-4,1%, sendo -4,5% em Cerveja e -3,1% em NAB), CAC (-1,8%), LAS (-0,9%) e Canadá (-1,3%).
Perspectivas para 2026
A empresa disse que mantém a confiança em relação à categoria de cerveja. “A força contínua do nosso portfólio e o sucesso das nossas inovações reforçam nossa visão positiva de que existem oportunidades relevantes para expandir a categoria, tanto por meio da ampliação da base de consumidores, quanto do aumento do número de ocasiões de consumo de cerveja. Iniciamos 2026 com nosso negócio fortalecido e estamos entusiasmados com a oportunidade de nos conectar ainda mais com os consumidores durante este ano de Copa do Mundo da FIFA.”
“Embora o ambiente operacional possa seguir dinâmico, e assumindo os preços atuais de câmbio e commodities, esperamos que o nosso CPV por hectolitro (CPV/hl), excluindo depreciação e amortização, em Cerveja Brasil (excluindo produtos de marketplace não Ambev) cresça entre 4,5% e 7,5%, com nossa taxa média de hedge BRL/USD para 2026 de 5,50 (+2,4% vs. AA)”, comentou.
A informação também foi divulgada separadamente pela companhia por meio de fato relevante.
A Ambev informa que que, conforme divulgado nesta data em seu relatório trimestral, espera que o CPV (custo dos produtos vendidos) por hectolitro, excluindo depreciação e amortização, para seu negócio de cerveja no Brasil apresente crescimento entre 4,5% e 7,5% no ano de 2026 (excluindo a venda de produtos não Ambev no marketplace e assumindo os atuais preços das commodities e do câmbio), em decorrência principalmente dos custos relacionados
às commodities, sobretudo o alumínio, e pelo mix de portfólio.
A empresa ressalta que a projeção “não constitui promessa de desempenho, refletindo somente a percepção da administração da companhia, sujeita a riscos e incertezas.”
Adicionalmente, a companhia ressalta que as informações referentes ao ano de 2026 contempladas neste aviso são preliminares e ainda não foram objeto de revisão pelos auditores externos.
Ambev confirma pagamento da primeira parcela de JCP em 6 de abril
A Ambev informa que o pagamento da primeira parcela dos juros sobre capital próprio (JCP) será efetuado em 6 de abril, no valor bruto de R$ 0,075 por ação, correspondente ao valor líquido de R$ 0,063 por ação da companhia, já deduzido o imposto de renda na forma da legislação aplicável.
A distribuição será feita aos acionistas registrados nas datas-base de 18 dedezembro de 2025 no que se refere à B3 S.A. Brasil, Bolsa, Balcão, e 22 de dezembro de 2025 no que se refere à New York Stock Exchange (NYSE), sem incidência de correção monetária. As ações e os ADRs passaram a ser negociados ex-JCP a partir de 19 de dezembro de 2025 (inclusive).
A data do pagamento do valor remanescente será deliberada em nova reunião do conselho de administração e oportunamente divulgada ao mercado, observado o prazo de 31 de dezembro de 2026.
Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)
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