Porto Alegre, 6 de fevereiro de 2026 – O mercado físico de algodão teve uma semana de movimentação tímida. Houve alguma procura de tradings por posições em 30 dias. Na outra ponta, o produtor com interesse e flexibilidade. Já do lado da indústria doméstica, o interesse foi da mão para boca e pontual. As cotações domésticas ficaram de estáveis a mais elevadas, na contramão do movimento negativo da Bolsa de Nova York, informou a Safras Consultoria.
O algodão colocado em São Paulo ficou em torno de R$ 3,53/libra-peso, mesmo valor da semana anterior. A referência da pluma em Rondonópolis, no Mato Grosso, girou a R$ 109,88 por arroba (ou R$ 3,32/libra-peso). Na comparação com o mesmo momento da semana passada, quando trocava de mãos a R$ 109,62, houve ganhos de 0,24%.
Exportações brasileiras – Secex
As exportações brasileiras de algodão somaram 316,856 mil toneladas em janeiro (21 dias úteis), com média diária de 15,088 mil toneladas. A receita com as vendas ao exterior totalizou US$ 489,068 milhões, com média de US$ 23,289 milhões. As informações são do Ministério da Economia.
Em relação à igual período do ano anterior, houve uma baixa de 23,8% no volume diário exportado (18,891 mil toneladas diárias em janeiro de 2025). Já a receita diária teve recuo de 31,2% (US$ 32,313 milhões diários em janeiro de 2025).
Safra 2025/26 em MT – Imea
A safra de algodão 2025/26 em Mato Grosso deve ser menor, refletindo a redução da área cultivada no estado. A projeção mais recente indica que a área destinada à cultura foi estimada em 1,42 milhão de hectares, queda de 0,83% em relação à estimativa anterior e de 8,06% frente à safra 2024/25. Os dados integram o relatório de oferta e demanda divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Segundo o relatório, a revisão mantém a tendência já observada nos levantamentos anteriores. “De modo geral, a nova projeção segue a intenção do cotonicultor em reduzir a área de algodão para o ciclo, pautada principalmente pelo maior custo de produção em relação à safra 2024/25 e, consequentemente, pelas margens mais apertadas”, afirma o documento.
O Imea destaca que a queda da área estimada ocorreu em todas as regiões do estado, refletindo diferentes planejamentos dos produtores, com “movimentos alternados para a nova estimativa”. Apesar disso, a semeadura está mais adiantada em relação ao ciclo passado. Conforme o relatório, “mais de dois terços da área projetada foi semeada dentro da janela ideal”, percentual superior ao observado na safra 2024/25, quando esse índice foi de 53,48%.
No que se refere à produtividade, o Instituto manteve a metodologia baseada na média ponderada das safras anteriores, com rendimento estimado em 290,88 arrobas por hectare, resultado 7,69% inferior ao registrado na safra passada. Diante da menor projeção de área, a produção de algodão em caroço foi estimada em 6,21 milhões de toneladas, queda de 15,13% na comparação anual. A produção de pluma foi projetada em 2,56 milhões de toneladas.





