Porto Alegre, 6 de fevereiro de 2026 – O mercado físico do boi gordo registrou preços mais altos no decorrer da semana. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos ainda se deparam com uma oferta restrita de boi para compra, o que dificulta o avanço das escalas de abate.
Tudo indica que os preços deverão seguir avançando no curto prazo, uma vez que a demanda segue aquecida, em especial na exportação, com um desempenho bastante interessante das vendas brasileiras durante o mês de janeiro para países como Estados Unidos, Europa, China, entre outros.
Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 5 de fevereiro:
* São Paulo (Capital) – R$ 340,00 a arroba, alta de 3,03% em relação aos R$ 330,00 praticados no final da semana passada.
* Goiás (Goiânia) – R$ 320,00 a arroba, aumento de 1,59% frente aos R$ 315,00 registrados no encerramento da semana passada.
* Minas Gerais (Uberaba) – R$ 320,00 a arroba, valor inalterado frente ao fechamento da semana anterior.
* Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 320,00 a arroba, alta de 1,59% frente aos R$ 315,00 registrados no final da semana passada.
* Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 315,00 a arroba, valorização de 1,61% ante os R$ 310,00 praticados no encerramento da semana passada.
* Rondônia (Vilhena) – R$ 290,00 a arroba, avanço de 3,57% ante os R$ 280,00 registrados no final da semana passada.
Atacado
No mercado atacadista, Iglesias sinaliza que os preços sinalizaram aumento durante a semana para os cortes do dianteiro e do traseiro bovino. “O baixo nível dos estoques nas indústrias justifica o atípico comportamento dos preços da carne bovina no atacado em um período que costuma ser marcado pela fragilidade do consumo doméstico. A queda dos preços da carne de frango e dos cortes suínos no atacado ainda não chegou de maneira efetiva ao varejo, o que tem contribuído para este ambiente de firmeza para os preços da carne bovina”, justifica.
O quarto do dianteiro foi precificado a R$ 19,00 por quilo, avanço de 5,56% frente aos R$ 18,00 por quilo praticados no final do mês passado. Já os cortes do traseiro bovino foram cotados a R$ 26,50 por quilo, aumento de 1,92% perante os R$ 26,00 por quilo registrados no final do mês anterior.
Exportações
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,291 bilhão em janeiro até o momento (21 dias úteis), com média diária de US$ 61,522 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 231,821 mil toneladas, com média diária de 11,039 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.573,20.
Em relação a janeiro de 2025, houve alta de 42,5% no valor médio diário da exportação, ganho de 28,6% na quantidade média diária exportada e avanço de 10,8% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News
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