O Irã avalia os termos para retomar negociações nucleares com os Estados Unidos, após ambos os lados sinalizarem disposição para reativar a diplomacia e reduzir o risco de uma nova guerra regional. As tensões permanecem elevadas devido ao reforço militar dos EUA perto do país e a recentes repressões internas no Irã. O presidente norte-americano, Donald Trump, exige concessões nucleares e afirmou que as conversas estão em andamento. Autoridades iranianas confirmaram preparativos para negociações.
Segundo fontes iranianas, Washington impôs três pré-condições para retomar as conversas: fim total do enriquecimento de urânio no Irã, limites ao programa de mísseis balísticos e encerramento do apoio a grupos aliados na região. Teerã rejeita essas exigências como violações de sua soberania, mas vê o programa de mísseis como o maior obstáculo. O Irã diz estar disposto a mostrar flexibilidade no enriquecimento, inclusive transferindo parte do urânio altamente enriquecido ou aceitando um esquema de enriquecimento zero em consórcio, mas exige a retirada de ativos militares americanos da região e o fim das sanções.
As negociações podem começar em breve, possivelmente com um encontro na Turquia entre autoridades dos dois países, com foco inicial na diplomacia para evitar ataques militares. Persistem divergências profundas sobre sanções, enriquecimento nuclear e o destino dos estoques de urânio. Países ocidentais temem que o programa nuclear iraniano possa levar ao desenvolvimento de armas, algo que Teerã nega. A influência regional do Irã também foi enfraquecida por ações de Israel contra seus aliados, o que pode influenciar sua disposição para negociar.

