São Paulo, 29 de janeiro de 2026 – A Raízen divulgou na noite de quarta-feira (28) a sua prévia operacional do terceiro trimestre da safra 2025/26 (3T/25-26). Os resultados são preliminares, não auditados e sujeitos a revisão até a data da divulgação oficial. Os resultados auditados referentes ao 3T25/26 serão disponibilizados no dia 12 de fevereiro, após o fechamento do mercado.
No terceiro trimestre da safra 2025/26, a moagem de cana-de-açúcar da Raízen caiu para 10,6 milhões de toneladas (t), de 13,8 milhões de t no mesmo intervalo do ano-safra 2024/25. No acumulado de nove meses da safra 2025/26, caiu para 70,3 milhões de t, de 77,5 milhões de t.
A empresa registrou aumento na produtividade agrícola, com ATR (Açúcar Total Recuperável), para 143 kg/ton, de 137 kg/ton no 3T, na comparação anual. A empresa disse que a produtividade agrícola impactada por: (i) clima menos favorável na safra anterior (24/25), que apresentou uma entressafra mais seca e a ocorrência de queimadas no segundo semestre, (ii) geadas que afetaram algumas regiões no 1T25/26; e (iii) a venda de aproximadamente 2 milhões de toneladas de cana, relacionada ao processo de otimização e desinvestimentos de ativos.
A produção de açúcar equivalente passou de 1,855 milhões de toneladas no 3T/24-26, para 1,542 milhões de toneladas no 3T/25-26. No acumulado do ano, o indicador caiu de 10,189 milhões de toneladas para 9,126 milhões de toneladas.
O mix de produção no 3T/25-26 ficou em 44% açúcar e 56% etanol, igual ao de um ano antes. No acumulado do ano, o mix foi de 53% açúcar e 47% etanol.
As vendas de açúcar subiram de 1,168 milhão de toneladas no 3T/24-25, para 1,328 milhão de toneladas no 3T/25-26. No acumulado de 9M, caiu de 4,037 milhões de toneladas para 3,828 milhões de toneladas. Segundo a empresa, reflete a menor moagem e o mix mais açucareiro nesta safra.
As vendas de etanol recuaram para 778 mil metros cúbicos (m3) no 3T, de 895 mil m3, enquanto a produção de etanol de segunda geração (E2G) cresceu para 39,2 mil m3, de 18,5 mil m3. As vendas de etanol ficaram em linha com a menor moagem e o mix mais açucareiro nesta safra e a expansão da produção de E2G foi compatível com o ritmo de produção das plantas Univalem, Barra e Bonfim.
Na bioenergia, a cogeração caiu de 443 mil MWh para 364 mil MWh no 3T, afetada pela menor disponibilidade de bagaço. No ano, caiu de 1,909 milhão MWh para 1,656 milhão de MWh.
No segmento de distribuição de combustíveis, a empresa reportou uma estimativa de expansão dos volumes comercializados no Brasil para um intervalo entre 7,550-7,650 milhões de m3 no 3T/25-26, de 6,815 milhões de m3 no mesmo intervalo do ano-safra anterior, e para 21,740-21,840 milhões de m3 no acumulado de 9M/25-26, de 20,526 milhões de m3 em igual período do ano-safra anterior. A empresa disse que a previsão de expansão está “em linha com o Plano Operacional e melhora do ambiente de negócios com os avanços no combate ao mercado ilegal”.
Para o mercado argentino, a empresa também estima aumento anual do volume comercializado, de 1,729 milhão para um intervalo entre 1,780 e 1,830 milhão no 3T/25-26, e para 5,290 milhões a 5,340 milhões de m3 no acumulado do ano-safra. A expansão está em linha com o Plano Operacional e a conclusão da parada programada da refinaria, disse a Raízen.
Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)
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