Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O avanço da colheita no Brasil, com perspectiva de safra recorde, pressionou o mercado. Os investidores aproveitaram para realizar lucros, após atingir na sexta o melhor nível em quase um mês.
As tensões comerciais também ajudaram na correção. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou taxar em 100% o Canadá, caso o país feche um acordo de livre comércio com a China.
A colheita da safra de soja 2025/26 do Brasil atingiu 6,4% da área plantada até o dia 23 de janeiro, conforme levantamento de Safras & Mercado. Na semana anterior (16 de janeiro), a colheita estava em 3%. Em igual período do ano passado, o índice era de 3,9% de área. A média histórica para o período é de 6%.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.324.408 toneladas na semana encerrada no dia 22 de janeiro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 1.345.080 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 738.028 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 20.668.363 toneladas, contra 33.052.451 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 6,00 centavos de dólar, ou 0,56%, a US$ 10,61 3/4 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,74 por bushel, com retração de 5,50 centavos de dólar ou 0,50%.
Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 5,60 ou 1,86% a US$ 294,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 53,89 centavos de dólar, com perda de 0,10 centavo ou 0,18%.
Dylan Della Pasqua / Safras News
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