Porto Alegre, 16 de janeiro de 2026 – O mercado brasileiro de frango registrou preços mais baixos a estáveis tanto no atacado quanto no vivo no decorrer da semana. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pelo recuo das cotações no curto prazo, em linha com a grande disponibilidade de produto ofertado.
Iglesias afirma que a queda dos preços foi computada na região Sul e no Nordeste. “A boa notícia é que os preços do milho têm recuado e favorecem a retração dos custos de nutrição animal”, ressalta.
No abatido, o analista destaca que as cotações voltaram a apresentar quedas pontuais, com o ambiente de negócios oferecendo a perspectiva de novos recuos nos preços durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.
“Vale destacar que a preferência da população brasileira por proteínas mais acessíveis ainda é um trunfo importante para um consumo mais amplo de carne de frango. Além disso, a expectativa é de exportações recordes para atual temporada, com potencial para superar a marca de 5,5 milhões de toneladas”, concluiu o analista.
Preços internos
Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo os preços dos cortes congelados de frango tiveram poucas mudanças ao longo da semana. O preço do quilo do peito seguiu em R$ 10,75, o quilo da coxa caiu de R$ 7,60 para R$ 7,00 e o quilo da asa permaneceu em R$ 11,00. Na distribuição, o preço do quilo do peito teve estabilidade de R$ 11,00, o quilo da coxa queda de R$ 7,80 para R$ 7,20 e o quilo da asa continuou em R$ 11,20.
Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário da semana também apresentou poucas mudanças nas cotações. No atacado, o preço do quilo do peito permaneceu em R$ 10,85, o quilo da coxa caiu de R$ 7,70 para R$ 7,10 e o quilo da asa seguiu em R$ 11,10. Na distribuição, o preço do peito continuou em R$ 11,10, o quilo da coxa recuou de R$ 7,90 para R$ 7,30 e o quilo da asa teve estabilidade de R$ 11,30.
O levantamento semanal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo seguiu em R$ 5,10 e, em São Paulo, em R$ 5,20.
Na integração catarinense a cotação do frango continuou em R$ 4,65. Na integração do oeste do Paraná, a cotação caiu de R$ 5,00 para R$ 4,60 e, na integração do Rio Grande do Sul, permaneceu em R$ 4,65.
No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango continuou em R$ 5,20, em Goiás em R$ 5,05 e, no Distrito Federal, em R$ 5,05. Em Pernambuco, o quilo vivo recuou de R$ 6,00 para R$ 5,80, no Ceará de R$ 6,20 para R$ 6,00 e, no Pará, de R$ 6,50 para R$ 6,30.
Exportações
As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 327,763 milhões em janeiro (6 dias úteis), com média diária de US$ 54,627 milhões. A quantidade total exportada pelo país chega a 181,046 mil toneladas, com média diária de 30,174 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.810,4.
Em relação a janeiro de 2025, há um avanço de 59,6% no valor médio diário, alta de 59,9% na quantidade média diária e baixa de 0,2% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
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