Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após iniciar o dia em alta por notícias de compras chinesas e pela queda do dólar, o mercado mudou de direção após o relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Em geral, os números do USDA foram baixistas. Mas o destaque ficou por conta do corte na estimativa para as exportações americanas, confirmando que a demanda chinesa não deve chegar aos números acordados entre Washington em Pequim, no final de outubro.
O relatório USDA indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,262 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 116 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53 bushels por acre. Em dezembro, os números eram de 4,253 bilhões e 53 bushels, respectivamente. O mercado apostava em safra de 4,232 bilhões ou 115,2 milhões de toneladas.
Os estoques finais estão projetados em 350 milhões de bushels ou 9,53 milhões de toneladas. Em dezembro, a estimativa era de 290 milhões ou 7,89 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 301 milhões de bushels ou 8,19 milhões de toneladas.
O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,570 bilhões de bushels e exportações de 1,575 bilhão. Em dezembro, as projeções eram de 2,555 bilhões e 1,635 bilhão, respectivamente.
O USDA projetou safra mundial de soja em 2025/26 em 425,68 milhões de toneladas. Para 2024/25, a previsão é de 427,15 milhões de toneladas.
Os estoques finais para 2025/26 estão estimados em 124,41 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado de 123,1 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2024/25 estão estimados em 123,4 milhões de toneladas.
Os estoques trimestrais de soja em grão dos Estados Unidos, na posição 1o de dezembro, totalizaram 3,29 bilhões de bushels). O volume estocado subiu 6% na comparação com igual período de 2024. O número ficou abaixo da expectativa do mercado, de 3,296 milhões de bushels.
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 13,50 centavos de dólar, ou 1,27%, a US$ 10,49 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,61 3/4 por bushel, com retração de 12,75 centavos de dólar ou 1,18%.
Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 5,40 ou 1,77% a US$ 298,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 50,27 centavos de dólar, com ganho de 0,58 centavo ou 1,16%.
Dylan Della Pasqua / Safras News
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