São Paulo, 5 de janeiro de 2026 – A nova carteira do Ibovespa B3, principal indicador do desempenho das ações mais negociadas da Bolsa, que vai vigorar de 05/01/2026 a 30/04/2026, conta com 85 papéis de 79 empresas brasileiras (isso porque ações ordinárias, ON, e preferenciais, PN, de uma mesma companhia podem integrar o indicador). A carteira, com base no fechamento do pregão de 02/01/2026, registra a entrada da empresa Copasa ON (CSMG3) e a saída da CVC Brasil ON (CVCB3).
Os cinco ativos com maior peso na composição do Ibovespa B3 são: Vale ON (11,422%); Itaú Unibanco PN (8,421%); Petrobras PN (5,795%); Axia Energia ON (4,162%); Petrobras ON (4,067%).
Prévia das carteiras dos índices B3
A composição das carteiras do Ibovespa B3 e dos demais índices de ações calculados pela bolsa do Brasil é revisada a cada quatro meses, em janeiro, maio e setembro, com a possibilidade de entrada e saída de empresas de acordo com a metodologia de cada índice.
Além da carteira oficial, a B3 divulga três prévias das carteiras, antes da divulgação da carteira definitiva, para que investidores e gestores de fundos, por exemplo, tenham previsibilidade quanto à necessidade de fazer ajustes no peso de cada papel em suas alocações:
– 1 prévia: no primeiro pregão do último mês de vigência da carteira (01/12/2025)
– 2 prévia: no pregão seguinte ao dia 15 do último mês de vigência da carteira (16/12/2025)
– 3 prévia: cinco dias antes da vigência da carteira anterior (23/12/2025); e
– Carteira definitiva (05/01/2026).
Com as atualizações referentes às distribuições de proventos em ações que aconteceram entre a divulgação da 3a prévia das carteiras do Ibovespa B3 e demais índices e a virada das carteiras houve a inclusão dos ativos AXIA7, RENT4 e CYRE4 nas respectivas carteiras definitivas divulgadas na data de hoje (05/01).
Também houve ajustes de quantidade decorrentes de bonificações ou subscrições nos ativos ABCB4, BMEB3, PGMN3, SBSP3, FIQE3, ITUB3, ITUB4, MGLU3, POMO3, POMO4 e SLCE3.
O ajuste em relação à 3a prévia decorre de eventos corporativos (como subscrição ou bonificação), sem alteração no número de empresas.
Além disso, para a abertura do pregão do dia 05/01, também está prevista a troca de ticker de PETZ3 para AUAU3.
Ibovespa encerra 2025 com 32 recordes históricos e alta acumulada de 34%
A B3 informou na sexta-feira (2) que o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa do Brasil, encerrou o ano de 2025 consolidando uma trajetória marcada por 32 recordes de fechamento. Com uma valorização acumulada de 34% nos doze meses, o índice registrou seu melhor desempenho anual desde 2016, quando a performance foi de 39%. O atual recorde é de 4 de dezembro, quando o índice atingiu 164.455,61 pontos. No fechamento do último pregão do ano, na terça-feira (30), teve alta de 0,40% aos 161.125,37 pontos.
O desempenho do Ibovespa em 2025 é resultado de uma combinação de fatores, incluindo a melhora nas expectativas macroeconômicas e a retomada gradual da confiança de investidores locais e estrangeiros. É importante destacar que o acesso está cada vez mais simples. O investidor pode alocar capital diretamente em ações ou optar por instrumentos como os ETFs, que permitem comprar o índice de forma ágil, eficiente e democrática, destaca Henio Scheidt, gerente de Produtos na B3.
A atual carteira do índice, disponível no site da B3, conta com 85 ativos de 79 empresas brasileiras. Há companhias do setor financeiro, de bebidas e alimentos, do varejo, de infraestrutura, de bens de consumo, de minério e de outras commodities.
O Ibovespa B3 reúne os ativos com maior volume negociado no pregão da bolsa do Brasil e serve de referência para investimentos como os ETFs (Exchange Traded Fund), fundos de investimentos listados em bolsa que replicam o desempenho de um índice de referência, além dos futuros de Ibovespa e as opções sobre Ibovespa.
A porta de entrada, que vai definir se um papel será incluído ou não no índice, é a liquidez, ou seja, a capacidade que essa ação tem de ser comprada ou vendida rapidamente pelos investidores.
Com os índices, os investidores conseguem acompanhar o desempenho de carteiras formadas por ações de diferentes segmentos da economia, além de poderem diversificar seus investimentos por meio de produtos financeiros referenciados a esses índices.
Expansão da renda variável e diversificação do investidor
O ano de 2025 foi decisivo para a democratização e sofisticação dos investimentos no Brasil. O número de investidores individuais em renda variável na B3 atingiu a marca de 5,4 milhões de CPFs, o que representa um crescimento de 28,5% desde 2021. Esse avanço foi acompanhado por um salto no valor sob custódia, que chegou a R$ 601,6 bilhões, um aumento de 20% em relação aos R$ 500,1 bilhões registrados em 2021. O mercado de ações permanece como a principal porta de entrada, contando com 4,1 milhões de investidores um milhão a mais do que em 2021 e um valor custodiado de R$ 387,7 bilhões.
Além das ações, outros ativos ganharam protagonismo nas estratégias de diversificação. Os ETFs encerraram o ano com 668,4 mil investidores e R$ 24,1 bilhões investidos, sendo que a pessoa física já responde por 35% do volume total custodiado nesse produto, um avanço significativo frente aos 500 mil investidores e R$ 10,9 bilhões de 2021. No segmento de BDRs, a B3 registrou 980,9 mil investidores, com um valor em custódia de R$ 14,8 bilhões. Esse movimento evidencia que o investidor brasileiro está mais presente e consciente, utilizando ferramentas de exposição nacional e global para fortalecer seu portfólio.
As informações partem da B3.
Cynara Escobar – cynara.escobar@cma.com.br (Safras News)
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